Fala pessoal. Como estão os estudos? Com um pequeno atraso, vamos à mensagem dessa semana.

Durante nossa preparação para concursos muitas pessoas ficam estabelecendo algumas limitações: é quase impossível trabalhar 8 horas por dia e estudar em alto nível para concursos! Temos de estudar ao menos “x” horas por dia para passar (e esse “x” varia de 12 a 6 horas por dia), temos de ler vários livros de cada disciplina…enfim…é hora de quebrarmos esses pensamentos limitantes! Isso não existe, pessoal!

A grande maioria das pessoas que passam em concursos de alto nível já estão, sim, trabalhando (normalmente num cargo intermediário) e não estudam 12 horas por dia por muito tempo.

Eu mesmo trabalhava 8 horas por dia e estudava, no mínimo, 3 horas (sim, no mínimo porque a programação eram 3 horas pelas manhãs, e estudar o que desse à noite, após o jantar). E à noite eu sou uma máquina! Trabalho/estudo com facilidade, e fazia isso até dar a primeira “pescada”. Nesse momento era hora de dormir.

É claro que quando estamos na prova oral o ceú é o limite (até porque você tenta dormir mais um pouco, mas a adrenalina não permite). Lembro que colocava o relógio para despertar após 7 horas de sono, mas com pouco mais de 5 horas de descanso já acordava sozinho…é um período muito tenso… mas não mata ninguém…rsrsrs

O grande problema que vejo em algumas pessoas é o seguinte: fazem um planejamento para estudar 4 horas por dia e se acontece algum imprevisto não estudam nada – “ah, só vou ter uma hora para estudar…então, acabou…meu plano do dia está prejudicado e não vou cumprir minhas metas…já era…dia perdido…

Pessoal, principalmente aqueles que têm família para cuidar (as mães à frente!) não podem ter esse comportamento! É claro que temos de cumprir as nossas metas (arrancá-las, lembram? Se não lembra, leia aqui), mas o nosso foco não pode ser no número de horas de estudos por dia, e sim no percentual dedicado aos estudos das horas disponíveis. A meta é ficar próximos aos 100% do tempo disponível. Se o tempo disponível foi das 3 ou 4 horas regulamentares, excelente! Mas se você só teve 2 horas ou 1 hora para estudar, estude!!!! Mesmo que só tenha te sobrado 30 minutinhos, pegue um informativo e leia o que der! O que não pode é ficar um dia sequer sem estudar! E animalizar nos fins de semana pois são fundamentais na nossa preparação. Parte das férias também devem ser dedicadas aos estudos.

Sim, é hora de partir para o sacrifício. Se fosse fácil todo mundo fazia! É difícil, mas compensa no final…todo esforço será muito bem recompensado!!!

Vamos em frente e contem comigo!

Dominoni

Fala pessoal! Tudo bom? Vamos retomar nossas publicações semanais por aqui. As últimas semanas não foram nada boas e não consegui manter a regularidade no site. Mas vamos reiniciar…aliás, reiniciar é um mantra em quase tudo nessa vida…

Bem, o papo de hoje tira algumas dúvidas recorrentes, e vou responder de modo bastante objetivo, na ordem do título da postagem.

Devo fazer resumos?

Por muito tempo na minha preparação eu resumia tudo o que lia. Efetivamente tudo. Resumia livro, informativos, aulas…enfim, tudo! Tenho vários cadernos com resumos de inúmeros capítulos de livros.

“Mas eu só consigo reter a informação se eu escrever!” Sei que muitos de vocês devem estar afirmando isso.O que posso dizer, por experiência própria, é que isso não existe! Nenhum conteúdo resiste a 10 leituras! Leia e releia 10 vezes se necessário for que eu tenho certeza absoluta que você vai reter a informação. Tente compreender. Se não conseguir, decore! O importante é acertar no dia da prova!

Então, respondendo objetivamente à pergunta: devo fazer resumos? Não! O investimento do tempo é muito grande e mesmo fazendo os resumos você deverá reler o que resumiu. E isso leva muito tempo. Assim, indico que você deve sublinhar/destacar o que é mais importante na própria fonte de leitura (seja livro, caderno de aula ou vade).

Ademais, o que todos pensam que devem fazer é resumir conteúdos enormes, quando, em verdade, o movimento é o contrário: comece por conteúdos pequenos, consolide o conhecimento, e vá ampliando, paulatinamente, o conteúdo. Em outras palavras: comecem pelas sinopses/livros de resumos. Depois, somente em algumas disciplinas, passe às leituras mais densas, ok? E, assim mesmo, isso só vai ser necessários em algumas disciplinas, e não em todas. E você vai ter conhecimento do todo. Compreenderam?

O que é efetivamente importante e o que vale a pena, sublinhar ou destacar com marca-texto?

Outra dúvida recorrente: como identificar no texto o que é importante e deve ser sublinhado ou destacado para uma releitura/revisão posterior?

Gente, isso é fundamental! Muitos coachees me dizem que não conseguem identificar o que deve ser destacado e, por isso, destacam tudo ou muita coisa. Vamos a algumas regras:

1. se tudo é importante, nada é importante!

2. na dúvida, não sublinhe!

3. marca-texto são ótimos, mas devem significar necessidade de releitura/revisão, e não para deixar o livro bonitinho.

4. leia o tópico até o fim. Às vezes paramos de ler no terceiro parágrafo e voltamos ao início da leitura. E assim fazemos várias vezes. Leia o tópico até o fim. Quantas e quantas vezes o entendimento está no penúltimo parágrafo… vá até o final. Não entendeu, volte ao início.

Para vocês terem uma ideia, hoje eu utilizo somente a lapiseira. Sublinho o que acho importante. Numa segunda leitura, onde só leio o que está sublinhado, eu apago várias linhas que tinha destacado inicialmente pois, nessa segunda leitura, eu vejo que não eram tão importantes, e que não mereciam a releitura! Se fizesse com marca-texto não dava para apagar. Deixo o marca-texto para algumas expressões inusitadas, ou palavras-chave que vão me fazer lembrar de algum dado fundamental.

Como fazer revisões?

Eu já li diversas técnicas de revisar conteúdo. A única que consegui por em prática com eficiência foi a de revisões-relâmpago diárias e revisões mais profundas trimestrais.

Todos os dias, nos primeiros 15 minutos (ou 30 minutos, a depender do tempo que você tenha de estudos diários – mais de 4 horas diárias = 30 minutos de revisão), releia alguns pontos do que você estudou daquela disciplina no dia anterior. Por exemplo, se você estuda administrativo às terças e quintas, toda terça você vai reler, por 15 ou 30 minutos, o que você destacou na quinta anterior. Toda quinta você vai reler, por 15 ou 30 minutos, o que você destacou na terça anterior. Entendeu? Várias pessoas dizem que não conseguem reler tudo nesses 15 ou 30 minutos – e não é mesmo para reler tudo. É para reler o que der para ler em 15 ou 30 minutos, beleza? O que não der para ler nesse tipo de revisão fica para a revisão trimestral!

As diversas modalidades de leitura

Seguramente vocês já devem ter ouvido falar em leitura dinâmica e as várias técnicas existentes. Eu admiro muito e tenho uma inveja danada da galera que consegue ler assim. Mas eu não consigo. E leio muuuuito lentamente. Tenho uma raiva enorme quando estou lendo a mesma reportagem com minha esposa, que fica pedindo para eu subir a tela do computador pois ela já terminou a leitura… Então, se você acha que é lento para ler, fique tranquilo pois se eu passei lendo devagar, você também vai passar. Eu leio 10 páginas de livro por hora, em média!

Bem, precisamos compreender que a leitura é um processo, e que podemos utilizar alguns artifícios para torná-la mais rápida e efetiva. Assim, busque tentar não ler cada palavra da frase. Tente não ler palavra por palavra.

Outra dica: preste atenção ao que você está estudando, ao conteúdo. Tem gente que é tão tarado que sai lendo desenfreadamente, igual a um doido. Lembro de um colega no cursinho (eu estudava na sala de estudos do curso) e num intervalo, tomando um café no corredor, perguntei qual era o capítulo que ele estava lendo…e ele: “caramba!!!! Não lembro!” Tá fazendo igual a um robô! Fique atento!

Antes de iniciar a leitura, reflita um pouco sobre o que você sabe daquele tema – tente lembrar de algum julgado ou aula que tenha assistido, de modo a fazer brotar na mente as informações sobre aquilo. Você vai tentar prever o conteúdo do texto. Quando você for fazer provas, especialmente as provas discursivas, onde o tempo comporta uma reflexão um pouco maior antes de começarmos a efetivamente dar as respostas – você vai fazer esse processo quase que automaticamente.

Leitura Scanning

Através dessa técnica você vai ler sem verbalizar cada palavra do texto para você. Tente seguir com os olhos mesmo antes de o seu cérebro registrar a palavra para você. Na verdade o registro já foi feito e, no final, você vai ter a compreensão – mesmo porque você já leu aquele texto anteriormente. Essa técnica deve ser utilizada para as revisões diárias.

Leitura Skimming

Esse processo de leitura deve ser realizado na revisão trimestral. Você deve identificar rapidamente o conteúdo principal do texto, ou o sentido geral dele, de modo a poder reavivar na memória o que leu nos últimos 3 meses de estudos. Como temos muitas informações para ler, não dá para manter a velocidade “de cruzeiro” que utilizamos no nosso dia-a-dia. Tem que acelerar!!!

Uma estratégia que funcionava bem comigo era a seguinte: eu lia o título do capítulo e parava 2 minutinhos para tentar ver se lembrava de algum conteúdo daquilo (como indicado acima); começava a ler o que havia destacado do capítulo. Se as ideias começassem a surgir, eu acelerava mais e mais a leitura, de modo a cobrir, com a máxima rapidez, todo o conteúdo necessário.

À medida que o tempo passa e você vai repetindo esse processo sistematicamente, a leitura se torna cada vez mais rápida.

Vamos em frente e contem comigo!

 

Queridas leitoras e queridos leitores! Como estão os estudos? Tudo certo? Bem, mesmo que você ache que não esteja tudo certo, o importante é estudar o que der para estudar!

O bate-papo de hoje será bem rapidinho, para compensar a postagem da semana passada…que foi, digamos, bem extensa!!!rsrsr

O que te inspira a estudar e seguir firme no teu propósito?

O que te faz transpirar para chegar no teu objetivo?

A resposta a essas duas perguntas são ferramentas poderosas para que você levante mais cedo da cama amanhã, e siga firme no propósito da tua vida.

Gente, falo especificamente para aqueles que têm mais idade, pois para esses as coisas ficam mais difíceis…eu sei bem disso! Passei com 38 anos e, salvo engano, só havia 1 colega dentre os mais de 380 que foram fazer o Curso de Formação de Procurador Federal com mais idade do que eu. É uma garotada reluzente, que está no vigor da juventude, e a concorrência com nós, coroas, é desigual. Como ainda não há cotas para “pessoas de meia idade”, então, temos de parar de mi mi mi e partir pra cima com vontade.

Todos os dias quando acordava, ao ficar sentado na cama, já dava de cara para um cartaz: TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE! Ficava na altura dos meus olhos, na parede ao lado da minha cama (num apartamento de 55 m² a parede lateral do quarto fica quase colada na cama…os entendedores entenderão….kkkk). Nesse momento eu olhava para minha amada Kátia e levantava com mais força! Na volta para meu local de estudos, outro cartaz: VOU PASSAR!!!!! Esse ficava na minha frente, na parede sobre a bancadinha de estudos. Isso te lembra que você tem um propósito e que essa caminhada somente irá parar com a aprovação no concurso desejado!

Mesmo tendo uma grande força de vontade e uma mentalidade vencedora, há momentos de muito desânimo. Nessa hora, busque o que te inspira, no meu caso, QUEM me inspirava eram minha esposa, meu filhinho de pouco mais de 4 anos, minha mãe … enfim, todas as pessoas que sofrem com nossa ausência quando temos de nos afastar deles para ficar no nosso cantinho, isolado de todos, estudando! Lembrava deles e prosseguia.

Você já ouviu falar que passar em concurso público é 1% de inspiração e 99% de transpiração? Pois é! Ainda que não seja exatamente essa a proporção, o que me fazia transpirar era a insatisfação com o cargo que ocupava e a vontade de exercer um cargo público relevante! Não que o cargo que eu exercia antes não tivesse relevância…não me entendam mal, pois sei que a área de apoio é fundamental e a valorizo muito. Mas o que eu não queria mais era produzir intelectualmente e entregar para outra pessoa assinar, entendem? Lembro de um Promotor Eleitoral, quando soube que eu deixaria o TRERJ para ir para a AGU, indagando acerca do salário do Procurador Federal, ele me perguntou o porquê de eu não fazer prova para servidor do MPRJ, que pagava bem. E eu, educadamente, o disse: para que não ocorra mais isso, Dr. – ontem fiquei fazendo esse trabalho que o senhor assina. Eu quero subscrever minha produção intelectual! Ele sorriu e me desejou sucesso na nova carreira!

Essa é uma outra ferramenta poderosa para que você prossiga rumo ao teu desejo: lembre-se do que te faz transpirar.

Por fim, eu quero que você faça o que chamo, desde menino, de viagem mental: Imagine-se no dia da tua posse, colocando o vestido/terno, arrumando a família, entrando no local da sua posse, todos te cumprimentando, você entrando com sua esposa, seu marido, seus filhos (eu já tinha 2 quando tomei posse), sua mãe, seus irmãos e demais parentes (até teu cunhado vai estar agradável nesse dia…rsrs) … e o olhar orgulhoso da sua esposa, do seu filho…nossa, só de lembrar me dá vontade de voltar a estudar novamente para concursos…quem sabe, né?!

Vamos em frente e contem comigo!

Dominoni

PS.: Se você gosta das postagens que faço, curta, compartilhe, comente e marque seus amigos. Divida esse conteúdo com outras pessoas que tem as mesmas angústias que você! Me dê uma sugestão de temas para as próximas semanas. Eu sempre tenho uma boa história para contar, afinal, foram muitos anos!!! rsrsrs

Fala pessoal! Como estão as coisas? Tudo em paz?

Eu já falei para vocês que eu estudei para concursos por muitos anos, muitos anos mesmo. Nesse tempo todo eu ocupei, sempre através de concurso público, os empregos públicos de Telefonista de 102 e Agente Comercial, da antiga TELERJ, e os cargos públicos de Auxiliar Judiciário/Técnico Judiciário e Analista Judiciário do TJRJ, Analista Judiciário da Área Judiciária do TRERJ, Procurador Federal/AGU, e sou Defensor Federal. Além disso eu passei para Técnico Judiciário do TRERJ, em 1995, Operador de Microcomputador, Comissário de Justiça e Oficial de Justiça do TJRJ, Fiscal de Posturas de Niterói e Agente de Portaria do INCA (fazemos concurso até para coveiro se pagar melhor do que o salário que ganhamos…srsrs). Mas antes disso, a minha 1ª aprovação foi para a Escola Técnica Federal de Química, em 1987! Isso mesmo! 1987. Você não era nem nascido. E dois anos antes foi meu 1º concurso público (reprovado no acesso ao ensino médio do Escola Técnica Juscelino Kubitschek, no bairro onde nasci – Jardim América, no subúrbio do RJ). Ou seja, considerando o 1º concurso e o ano da minha aprovação no cargo que hoje ocupo (2010) passaram 25 anos. E depois disso passei a preparar candidatos para concursos. Ou seja, o tema do bate papo de hoje é um tema que fico à vontade para tratar com vocês pois fez parte do meu dia-a-dia nos últimos 20 anos! Tanto as aprovações (para que trilhemos o caminho certo), quanto as reprovações (para que evitemos os erros que cometi nessa caminhada). Seguindo esses passos vocês não vão levar tanto tempo para chegar onde querem.

Em outra oportunidade trago alguns erros que cometi e que vocês devem evitar nessa caminhada!

Chamo a tua atenção para o fato de que essa postagem de hoje é um pouco mais longa que a de costume. Então, se você não tem mais tempo agora, nesse exato momento, deixe para ler depois, ok?!

Vamos ao que interessa: certamente você já ouviu algumas pessoas afirmarem que não existe fórmula mágica para aprovação em concursos – e essa é a verdade absoluta número 1 sobre preparação para concursos: não existe fórmula mágica para passar em concursos públicos! Por outro lado, também é verdade que todas as pessoas que passam seguem alguns passos, que vamos tratar aqui. Ou seja: não existe fórmula mágica, mas existe uma “receita de bolo” – se você seguir estará pronto em “tantos” minutos (no nosso caso, alguns meses… ou anos… cada um tem seu tempo, e o nosso tempo, nem sempre, é o tempo de Deus! Temos de trabalhar duro e saber esperar na disciplina! O que hoje você não consegue compreender, amanhã Deus te mostrará que ocorreu no momento certo! Confie nEle!).

Pois bem, o 1º ingrediente que eu quero ressaltar com vocês é: não pule etapas. Não queira encontrar atalhos! Eles efetivamente não existem! O processo de aprendizagem humana deve seguir algumas etapas (a esse processo eu chamo de Método CPR: Conhecimento, Prática e Repetição. Falaremos sobre isso em outras postagens, não hoje!)

Então, se você quer passar em concursos, não adianta somente conhecer as disciplinas, saber a matéria. É preciso que você a tenha “na flor da pele” pois você terá de responder em alguns poucos minutos – seja na prova objetiva, discursiva ou oral! Tem que estar “na ponta da língua”! E isso você só consegue obter quando você cumpre as etapas necessárias.

Defina um concurso/cargo para que você deseja e estude somente para ele. Aqui estou falando em foco no cargo como o 2º ingrediente. Um dos erros mais comuns é tentar se preparar para mais de um concurso ao mesmo tempo (área federal/área estadual, concurso que vai matemática, arquivologia, informática… e outros que não caem). O tema foco tem vários aspectos e eu já tive oportunidade de falar sobre isso aqui  em marcodominoni.com.br/index.php/2017/06/14/o-poder-do-foco-nos-concursos-publicos/

Definido isso, entregue-se! Mergulhe de cabeça nesse projeto. Muitas pessoas ficam meio que com medo de apostar tudo no projeto aprovação. Talvez seja o medo da frustração da reprovação… Mas saiba que assim como a reprovação tem uma grande probabilidade de ocorrer (vejam, não é juízo de possibilidade, mas sim de probabilidade…quase certeza, entende), a aprovação é certa! É só uma questão de tempo! Você vai passar! Acredite nisso e arrisque tudo no projeto! Eu também já falei sobre isso aqui no site marcodominoni.com.br/index.php/2017/06/07/tudo-ou-nada-aplicado-aos-concursos-publicos-estude-para-passar-sim/

Feito isso, monte o seu planejamento: selecione os dias e horários em que você irá se dedicar aos estudos. Estabeleça uma rotina e cumpra os horários. Não subestime nem superestime sua carga horária destinada aos estudos. Muitas pessoas dizem que temos de ter “X” horas de estudos por dia. Depois que passam dizem que estudavam 10, 12 horas por dia de estudos. Gente! Há fases na tua preparação que, por alguns dias, você vai estudar sim mais de 8 horas por dia (antes das provas orais, por exemplo. Você não faz mais nada e fica o tempo todo estudando). Mas daí a dizer que ordinariamente estudava 10, 12 horas por dia, e que isso é necessário à aprovação é de uma covardia sem fim. Se fosse assim eu, com minhas 3 horas diárias, não teria passado em nada na minha vida! Há quem diga que passei pois no TRE não se trabalha. Eu fui lotado numa zona eleitoral com competência em execução fiscal de multa eleitoral – com muito trabalho! E quando eu era Agente Comercial da TELERJ, em que trabalhava das 8 às 17 atendendo ao público em Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (um público difícil pois o serviço prestado também era extremamente deficiente. Então eu tinha que ficar dando desculpas, etc. foi bom que treinei meu poder de convencimento…srsrs). Enfim, monte seu planejamento dentro da tua realidade e cumpra a proposta.

Em seguida, estabeleça metas e as cumpra, custe o que custar! Essas metas devem ser reais, adequadas e de acordo com a tua carga horária. Como fazer se eu não tenho um coach? Veja quantas páginas você lê por hora e calcule! E controle se você não está dormindo sobre os livros/cadernos/códigos. Se você lê 10 páginas por hora, e hoje, quarta-feira, está lendo 9, ok? Mas se está lendo 8, o teu rendimento está 20% menor, e você tem que acelerar! Levante, toma um café, lava o rosto e volta para cumprir a tua meta – e se hoje você tiver de dormir uma hora a menos para cumprir a meta, paciência! Perdeu uma (ou algumas) horas de sono! E sabe por quê? Pois o assunto é sério! Você se propôs a estudar para alcançar os teus objetivos. Então, mesmo que não haja nenhuma consequência externa pelo fato de você não cumprir a meta proposta, você se colocou nessa condição e tem que cumprir. Porra! Passar em concurso não é brincadeira, e nem é para fracos! Tem que ter coração! Metas não acontecem naturalmente! Metas são arrancadas! Vou fazer uma comparação: meta é mandioca/aipim, não é manga! Sabe aquele pé de manga? É só esperar que a manga vai madurar e cair. Não precisa fazer nada! Já a mandioca, não: se você não meter a mão com toda a tua vontade e arrancar, desenterrar, você não vai colher mandioca não, meu irmão! Assim são as metas: mete a mão com vontade e cumpre! Meta não é manga, é mandioca! Custe o que custar!

Para esse outro ingrediente eu vou utilizar um nome da moda: resiliência! Eu já falei antes que a reprovação é quase certa! E devemos aprender com as reprovações. A preparação para concursos, quando estamos nessa caminhada sozinhos, é um processo de tentativa e erro! No começo vêm as reprovações retumbantes: poxa, não passei em nada (nas provas do CESPE, em que uma errada elimina uma certa, o cara sai devendo para o próximo concurso…rsrs). Nesse caso, retorne para o “C”, do método CPR! Tudo novamente… ainda não conhece, não aprendeu. Depois de algum tempo vem a reprovação em algumas disciplinas e a aprovação em outras. “C” para algumas disciplinas ou alguns tópicos das disciplinas, “P” para outras e “R” para as demais, de modo a manter o que está bom, e colmatar as lacunas nas que ainda não chegamos no ponto da aprovação. Mais adiante nesse processo, passamos em todas, mas ficamos na nota de corte: tem de intensificar o “R” que na próxima vai! Isso é ser resiliente! Resiliente para concursando nutella, por que um concursando raiz fala: vou corrigir os rumos e na próxima eu tô dentro. Corrija os rumos e persista, raiz! Se desistir nas primeiras frustrações, nas primeiras reprovações, não vai cumprir todas as etapas do processo! Já falei que não é para fracos! E aqui eu não estou falando em auto-ajuda barata não, gente! Quem fala que isso é auto-ajuda barata não viveu o processo e não pode falar com conhecimento de causa…me desculpe! Eu tenho mais de 20 anos vivendo isso! Vai por mim: pague o preço e passe no concurso desejado!

Mantenha-se inscrito! Muitas pessoas me perguntam se devem fazer esse ou aquele concurso. Eu sempre digo: faça! O que você não pode é tentar se preparar para mais de um cargo/estudar para mais de um concurso, mas fazer provas é fundamental! Então, mantenha-se inscrito! Mesmo naqueles momentos iniciais da preparação. Pensamento positivo/mentalidade vencedora/mindset correta: “eu estou investindo na derrota para alcançar a vitória mais na frente! ” Percebam: você vai fazer aquele concurso mesmo sabendo que você muito provavelmente vai ficar reprovado. Mas sabe que essa reprovação faz parte do processo, e não pode te deixar para baixo! É para você simular as condições reais da prova. Por mais que você treine incessantemente, treino é treino, jogo é jogo. A adrenalina é diferente, e você vai fazer tantas provas que no dia “D” o teu coração não vai alterar os batimentos, e você vai passar com tranquilidade!

Estude mais as disciplinas que você menos gosta e que sabe menos. A lei do menor esforço é um movimento natural do nosso corpo. Tendemos a estudar as matérias que mais gostamos e acabamos nos tornando bons nessas disciplinas, e ficamos deficientes naquelas que menos gostamos. O momento é de partir para o sacrifício, galera! Passa em concursos que vai bem em todas as disciplinas, aquele que é um bom generalista – não adianta saber tudo de constitucional e administrativo, e nada de civil, português ou outra disciplina do edital! Tem que ficar bom em todas (ou quase todas), e excelente naquelas em que você teve de superar uma dificuldade a mais! Nessa hora vem a aprovação!

Gente, poderíamos conversar mais sobre o tema, mas a postagem já está ficando grande demais, e vou concluir por aqui. Em breve retomamos o assunto…

 

Vamos em frente e contem comigo nessa caminhada.

PS.: se essas informações fazem sentido para você…se te ajudaram de alguma forma, compartilhe, marque aquele amigo que está na batalha com você. Vamos criar uma corrente do bem, ajudando ao máximo de pessoas!

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Dominoni.

 

Olá, queridos! Como estão os estudos? Espero que estejam aproveitando…

O bate papo de hoje fala sobre um acontecimento muito ruim que te faz mudar os rumos da tua vida. E eu vou contar a história de uma juíza louca que me fez ter a certeza de que teria de sair do TJRJ…e mais, que não poderia terminar meus dias de trabalho em qualquer lugar que fosse, a não ser como Membro de alguma instituição.

Eu entrei no TJRJ em 1998, num cargo de ensino médio (Auxiliar Judiciário, que posteriormente se tornou Técnico Judiciário) e tive muita sorte: em todos os lugares onde trabalhei encontrei pessoas maravilhosas. Tenho contato até hoje com elas (a maioria mulheres…cheguei a trabalhar num cartório que éramos eu e 7 mulheres. Brincávamos que estávamos na “casa das 7 mulheres”, posteriormente virou nome de novela. Todo dia havia ao menos uma de TPM…rsrsrs, e eu era o escravinho: – Marquinho, pega essa caixa ali pra mim? Marquinho, leva esse processo pesado no gabinete? … mas eu as servia de bom grado, pois era muito bem cuidado por elas…o meu imenso agradecimento à Vanda, Ana Maria e Verônica, escrivãs com quem trabalhei, e às amigas Vanessa, Telma, Edna, Lilian, Márcia, Gláucia, Alessandra, Mônicas, Sílvia, Beth, Lídia, Gisele, Pat, Marcelito, Zé, Anderson Claudino – que, apesar de não ter trabalhado com ele diretamente, tornou-se grande amigo até hoje…). O meu muito obrigado pela convivência…vamos nos encontrar em breve.

Ainda na faculdade iniciei meus estudos para o cargo de ensino superior (Técnico Judiciário Juramentado), pois o TJRJ era uma excelente casa, e eu estava muito satisfeito. Em agosto de 2000 eu me formei, e no início de 2001 vieram os concursos, e passei para TJJ (TTJ…kkk poucos entenderão!!!kkk). Logo no início de 2002 fui nomeado e permaneci na minha lotação, de onde saí somente alguns anos mais tarde.

Trabalhamos com juízes maravilhosos, e outros não tão legais – mas mesmo com essas a convivência era ótima! Até que assumiu a titularidade uma juíza louca: ela não veio falar com ninguém – não se apresentou aos servidores do cartório! Quando levávamos os processos com a carga do dia, a mãe dela (sim, a mãe da juíza ficava dentro do gabinete dela o dia inteiro…) nos atendia com a porta do gabinete entreaberta e falava: “pode deixar o carrinho aí!”, e batia a porta! Todos os dias ela chamava alguém no gabinete para dar broncas espetaculosas…enfim. Um constrangimento enorme.

Até o dia fatal – o único que ainda não havia tomado bronca era eu, mas meu dia também chegou: no meio da tarde o secretário de audiências adentra o cartório e diz: “Marquinho, dra. fulana quer falar com você!” – Ihhhh, chegou tua hora…. alguns colegas brincaram! Sim, essa hora iria chegar e eu tinha que ser forte!

Sala de audiências lotada, processo com uns 5 réus e eu era o servidor responsável por ele. A juíza (que não lia os processos – a sua secretária fazia resumos na capa dos autos) me fez uma sequência de perguntas, as quais respondi de plano (eu conheço meus processos). Até que em uma pergunta eu travei! “Não sei, Dra.!” Pronto! – Não saaaaabe????!!!!! Não saaaabe???!!! Chame a escrivã!!!

Bem, eu tenho uma técnica de que quando eu me vejo numa situação difícil, delicada, eu tento “sair do local” de modo que possa raciocinar com a frieza necessária. Dei uma certidão e apresentei à juíza: – Como não sabe???!!! Sabe siiiimmm!!!! Na hora eu falei: “só não entendi isso tudo pelo fato de eu não ter passado uma certidão, sendo que a peça faltante sequer é obrigatória…” Enfim… a partir dali se seguiu uma reunião entre a Louca e todos os servidores na qual eu disse a ela com todas as letras que não trabalhava com quem não me respeitava, e que ela me desrespeitou – comecei a procurar local diferente para trabalhar…imediatamente!!!

Dias depois protocolava meu pedido de remoção por permuta, mas o Corregedor suspendeu todos os procedimentos, e não pude sair. Com a pressão, o secretário de audiências adoeceu, e Verônica pediu para que eu o substituísse. Verônica é daquelas chefes que você não consegue dizer não, mesmo sabendo que o aborrecimento será enorme…e lá fui eu. Passei um mês exato como secretário de audiências, ficando ao lado da Louca de segunda a quinta, todas as semanas. Graças a Deus deu tudo certo, e minha remoção por permuta foi autorizada. A Louca me agradeceu e disse que tinha ido tudo muito bem no último mês e que as portas da “X” Vara estavam abertas para o meu retorno! Eu nada falei! Ela não merecia.

Saí dali pensando: eu nunca vou permitir que isso aconteça comigo! Mesmo sendo servidor de apoio, eu não posso me submeter a esse tipo de situação. Iniciei imediatamente meus estudos de maneira incessante para qualquer concurso (como eu já era Analista e ganhava mais que os AJAJ da área federal, não fazia mais prova para esse cargo. Logo depois passou um PL e eles começaram a ganhar 80 reais a menos que eu. Daí que eu decidi sair até para ganhar um pouquinho menos, pois com os aumentos escalonados em breve estaria em situação financeira melhor). Estava prevista uma sequencia maravilhosa: TRERJ, TRT, MPU, MPE e TRF! Em algum desses eu passaria, e sairia do TJRJ.

Ato contínuo saiu concurso para o TRE e, no ano seguinte, fui aprovado para AJAJ do TRE/RJ, onde entrei em agosto de 2007. No mês seguinte eu já estava matriculado no curso estudando para Membro de alguma instituição.

Moral da história: houve um acontecimento muito ruim que me fez mudar, que me fez estudar cada vez mais forte para sair dali, sair daquele lugar onde não mais me sentia bem em trabalhar. Tem gente que não atenta para isso e cai, dizendo ser vítima de assédio moral, tem síndrome do pânico, depressão…enfim, uma série de doenças da mente. Eu não me deixei sufocar pela Louca e transformei aquela situação difícil em força para mudar.

Esse é o verdadeiro espírito que você, que está insatisfeito com seu trabalho, deve tomar. Está insatisfeito com teu trabalho? Força para acordar amanhã antes das 6 da manhã e seguir rumo ao teu objetivo, que é mudar de vida! Não permita que ninguém destrua seus sonhos. E por mais difícil que seja seguir estudando para concursos, mais difícil será ficar, pelos próximos 20 anos, onde você está hoje. Essa é a pergunta que você deve se responder: eu me vejo aqui, no meu trabalho, daqui a 15, 20 anos? Se a resposta for negativa, o dia de começar a estudar forte é hoje…ou no máximo amanhã! Estude o máximo que puder pois você será muito bem recompensado!!!

Bjs, abs, vamos em frente e contem comigo!

Dominoni

 

E aí, pessoal! Como estão os estudos?

A primeira parte do bate papo de hoje é sobre os critérios de aprovação no concurso da DPU. Hoje vou falar sobre a prova objetiva. Em outra postagem trato de aspectos da prova discursiva que podem ter passado despercebido de vocÊs;

Uma dúvida de muitos leitores e de quase todos os concursandos: nas provas do CESPE/CEBRASPE em que uma assertiva errada elimina uma certa eu devo tentar o chute? Ou devo deixar em branco e não ser penalizado?

Mas antes disso, tratemos dos critérios de avaliação.

Nós teremos 50 assertivas de cada um dos 4 grupos no VI concurso, totalizando 200 assertivas, e um total de 100 pontos. Cada questão certa vale + 0,50, e cada errada vale – 0,50, sendo que se deixar em branco não pontua, nem positiva, nem negativamente.

Para ser considerado aprovado o candidato terá ue obter, em cada um dos 4 grupos, ao menos 7,5 pontos. Isso significa que dentro das 50 questões do grupo, você terá de ter 15 questões líquidas. Explico: pegue suas assertivas corretas e subtraia das assertivas erradas e o resultado tem que ser, no mínimo, 15 questões. 15 x 0,50= 7,50! Isso em cada um dos 4 grupos, de modo que a nota mínima para a aprovação no VI concurso será de 30 pontos líquidos, dentro de 100 pontos possíveis. Falando em questões, 14 questões por grupo e 60 questões no total! Entenderam? Eu sei que quando se fala em matemática com o pessoal do direito a galera fica tensa, mas esses serão os critérios de aprovação.

Penso que a nota de corte do VI concurso vai girar no mesmo patamar dos concursos anteriores: entre 43 e 48 pontos líquidos (de 100 possíveis), o que dá em torno de 86 a 96 questões líquidas (questões certas menos questões erradas). Trata-se de puro exercício de futurologia, gente, pois foi assim nos últimos concursos. O critério de 7,50 pontos por grupo é duríssimo, e elimina muita gente boa que não fez o dever de casa para passar em concursos: tem de ser um bom generalista! Não adianta ser expert em penal e processo penal, e não saber nada de humanísticas pois não vai chegar nos 7,5 no grupo IV. Então, dividam bem o estudo de vocês, colmatem as lacunas eventualmente existentes (ainda dá tempo, gente, acredite!!!), parta para o sacrifício pois vai passar quem estudar bem aquelas disciplinas que não gosta (estudar o que gosta é mole). Beleza?!

Em relação ao CHUTE nos certames em que uma assertiva errada elimina uma certa, já ouvi de tudo um pouco nesse tema. Hoje eu trago para vocês a minha experiência em concursos e vou trazer na próxima semana a opinião do André Albuquerque que é diametralmente oposta à minha, ok?

No meu concurso da DPU (o IV concurso) eu marquei todas as assertivas. Todas! E assim o fiz porque eu treinava muito. Fiz todas as provas possíveis e imagináveis do CESPE como testes. Nos fins de semana eu tirava 4 horas no sábado e 4 horas no domingo para resolver uma prova inteira de concursos anteriores organizados pelo CESPE. Ao final eu conferia e ia pro site do CESPE para ver a nota de corte daquele certame. Invariavelmente meu desempenho girava em torno de 75% a 85%, com pequenas variações (provas mais fáceis chegava a 90%, e provas mais difíceis cheguei a fazer 66%). Em todas as provas em que simulei nos aproximadamente 6 meses que antecederam ao meu certame eu teria tido a minha prova discursiva – fiz mais do que a nota de corte. Então eu tinha a convicção que, em tendo 75% de acertos, eliminando 25% de erros, eu teria o desempenho líquido de 50% (se vocês forem no edital do resultado do meu certame irão ver que obtive 48 pontos líquidos) – o que seria suficiente para ter minhas discursivas corrigidas. E foi o que efetivamente aconteceu!

É claro que na minha prova não houve aquelas questões das quais nunca tivesse ouvido falar. Assim, penso que se você não souber nada do assunto, você deve mesmo deixar a assertiva em branco (exemplifico, se o examinador fizer a seguinte assertiva, para você julgar se está certa ou errada: “o efeito prodrômico da sentença penal é o limite criado pela decisão condenatória quando não mais há possibilidade de recurso por parte da acusação”. Essa é daquelas questões que ou você conhece a nomenclatura e acerta, ou você não conhece e chute cegamente). Nesse caso – e somente nesse caso – a minha orientação seria para deixar em branco. No mais, se tem aquela “dúvida razoável” (tipo, eu não tenho certeza, mas acho que é isso! CHUTA COM FÉ!)

Nos concursos da AGU, normalmente, 2 erradas eliminam uma certa. Nesse caso não é para deixar nenhuma em branco mesmo – nem o chute às cegas deve ser evitado pois a probabilidade joga a nosso favor. Em 2009, no concurso da PGF, eu deixei aproximadamente 25 questões em branco, e fiquei por pouco mais de 4 pontos da nota de corte. Se eu tivesse chutado todas como CERTA, teria errado a metade e acertado a metade. Faria 12,5 pontos e perderia 6,25 = líquido de  6,25! E teria minha discursiva corrigida! Então, quando o critério for 2 por uma, chuta!

Na semana que vem trago a opinião criteriosa do André Albuquerque para ajudar na decisão de vocÊs.

 

Grande abraço, vamos em frente e contem comigo!

Dominoni

E aí pessoal! Como estão os estudos?

O papo de hoje aqui no site surgiu num grupo de Whats App de uma das turmas de coaching que orientamos no Curso Clique Juris: aquela vontade de se matar quando vamos mal em um concurso para o qual estamos estudando.

Quem nunca sentiu esse gostinho ou está no início da jornada ou é um ponto fora da curva.

Lembrei-me dos concursos que fiz para Advogado da União e Procurador do Banco Central, realizados em 2009 (ano imediatamente anterior às minhas aprovações na PGF/AGU e DPU).

Lembro bem daqueles concursos: voltei minhas forças para eles pois eu vinha estudando muito forte, e já começava a ir para as provas com um friozinho na barriga maior do que os anteriores (não sei se é assim com todo mundo, mas quando estava sem estudar forte ou ao menos sem expectativa de aprovação, eu ficava menos ansioso do que quando fui para provas achando que daria para passar). Então, eu estava na expectativa de passar, de ter minhas discursivas corrigidas. E assim fui para AU e Proc. BACEN.

Como eu me senti bem fazendo aquelas provas (foram muito próximas)…no dia seguinte, conferindo os gabaritos, tinha mesmo ido muuuuuiiiiito bem em todas as disciplinas, exceto direito processual civil…fala sério! Minha média nas demais disciplinas tinham sido acima da dos aprovados, mas em processo civil…tétrica! Errei muito! E isso me tirou desses dois certames!

Como fazia sempre depois de uma reprovação, vamos catar os cacos, erguer a cabeça e partir para outra. Vontade de me matar era pouco, mas não podemos nos deixar abater pelo fracasso momentâneo. Quem nunca lei na bíblia que o choro pode durar uma noite inteira, mas a alegria vem ao amanhecer?!

Após rever as provas, decidi que tinha que estudar com uma pegada diferente processo civil, e me matriculei numa pós-graduação nessa disciplina. Costumo dizer que você passa em concursos públicos quando você parte para o sacrifício, e estuda muito aquelas matérias que você menos gosta! Sim, porque estudar o que gosta é fácil! Difícil é se dedicar às disciplinas que não gostamos. E assim eu fiz! Acabei passando na PGF e DPU antes de concluir a pós, mas o fato de estudar processo civil com afinco talvez tenha me dado a tranquilidade que precisava para passar.

Moral da história: foi mal numa prova para a qual você vinha estudando forte? Paciência! Não há outra alternativa a não ser ver onde está errando mais e estudar mais essa(s) disciplina(s). O processo de aprovação em concursos público acaba sendo, em alguma medida, um ir-e-vir, uma correção de rumos a cada etapa…corrija seu rumo e alcance a sua aprovação!

Grande abraço, vamos em frente e contem comigo!

Dominoni

E aí, pessoal! Como estão os estudos? Vamos lá, gente…a persistência é a virtude dos vencedores…

O papo de hoje vai tirar uma dúvida recorrente e vai trazer uma técnica bem legal de produtividade nos estudos de vocês.

Muita gente tem dúvida a respeito de quanto tempo deve estudar direto, sem intervalos. Várias pessoas utilizam a técnica do 50’ x 10’, ou seja, estudam 50 minutos e descansam 10. Genteeeeee essa técnica eu utilizava quando estudava no ensino fundamental… o tempo passou… e as necessidades aumentaram exponencialmente!!!

Bem, eu peço para você fazer a seguinte reflexão: no dia da tua prova você terá a necessidade de ficar de 4 a 5 horas sentado direto! Direto, Dominoni? Sim! Direto! Na maioria das vezes aquela levantadinha básica para ir ao banheiro rapidinho pode significar o tempo que te sobrará para assinalar o cartão de respostas com a calma necessária para não errar nenhuma questão na hora da transcrição – já errou alguma questão na hora de passar para o cartão-respostas, em razão da pressa? Então… e uma questão pode fazer a diferença entre a aprovação e a reprovação, ou entre uma lotação mais próxima de casa…enfim! Não dá para pensar em levantar para ir ao banheiro durante a prova!

Eu sugiro a vocês o seguinte: aumentem aos poucos! Marquem no relógio…comecem por 1 hora, aumente para 2 horas, depois 2:30…até chegar nas 5 horas extremas – direto! Você vai precisar disso no dia “D”. Vai doer um pouco no início do processo, mas compensará depois…acreditem em mim.

Eu gosto de verdade de estudar técnicas de produtividade para a vida, e as aplico no dia-a-dia, e procuro adaptar para a preparação para concursos. E uma técnica bem legal que eu utilizo no meu dia-a-dia é a Técnica de Pomodoro: trata-se da criação de períodos de estudos em que você gerencia seu tempo, estudando em blocos de “x” minutos! Acaso você queira saber mais sobre a técnica, busque no google que você vai ter muitas informações.

O que eu quero trazer para vocês é uma extensão do google chamada Strict Workflow (link ao final da postagem). Com essa extensão você vai criar blocos de estudos em que você não conseguirá acessar determinados sites. Hoje em dia o maior ladrão de tempo é o computador e as redes sociais de uma maneira geral. Principalmente para quem estuda utilizando o computador e o celular…sempre dá aquele vontadezinha de dar uma olhada no face ou no insta…com o Strict Workflow você consegue bloquear os principais ladrões de tempo dos estudos. Digitou o endereço do site bloqueado, aparece um tomate (Pomodoro) na tela e a informação:

Page blocked until a break timer starts.

Back to work!

Ou seja, ela te lembra que não é o momento de fazer outra coisa a não ser estudar. É claro que se você quiser pode ir para outro navegador que não o google, mas o objetivo é facilitar o processo de concentração e foco nos estudos.

Essa era a dica que eu queria dar para vocês hoje!

Grande abraço, vamos em frente e contem comigo para o que precisar.

 

Dominoni

Baixe aqui a extensão Strict Workflow – https://chrome.google.com/webstore/detail/strict-workflow/cgmnfnmlficgeijcalkgnnkigkefkbhd

 

 

Fala aí, pessoal! Como estão os estudos? ACELERA!!!!!

Hoje quero tratar com vocês sobre o risco do conhecimento. Não lembro onde li sobre o assunto, mas se você buscar no google não irá achar muita coisa sobre o assunto não…é realmente pouco tratado.

Algumas pessoas, depois de aprovadas num cargo relevante, fazem uma maldade: dizem que leram vários livros de capa-a-capa, clássicos, estudavam 8, 10, 12 horas por dia, etc, o que causa naqueles que, como eu, liam poucos livros de capa-a-capa, tinham 3 horas por dia de estudos, uma sensação não muito agradável. Pensava eu: nunca vou chegar lá! Mas não é bem assim… eu cheguei e você também pode chegar!

Eu tenho participado de alguns grupos de WhatsApp e tenho visto o pessoal trocando muito material, livros em .pdf, cadernos, etc. Gente! Isso não ajuda muito na preparação.

A preparação para concursos, sob meu ponto de vista, deve ser feita em 3 etapas: Conhecimento, Prática e Repetição (Método CPR – e sobre isso teremos uma postagem específica). O que quero falar para vocês hoje é o seguinte: não caiam no risco do conhecimento.

Alguns alunos que acompanho terminam de estudar um determinado assunto pela obra indicada e vem me pedir para indicar outro livro para ler aquele mesmo assunto. Ao que eu falo: releia a obra indicada! E quando concluir, leia novamente! E depois, novamente! De maneira exaustiva – é o R, do método CPR. Não há necessidade de ler várias obras, livros inteiros em todas as disciplinas (por exemplo, no concurso da DPU – se você ler um livro de cada disciplina, terá que ler 23 livros! 23!!!! Não me parece razoável!). Fazer isso é cair no risco do conhecimento.

Risco do conhecimento é uma necessidade que as pessoas têm de buscar mais conhecimento mesmo antes de consolidar aqueles incialmente adquiridos (C, do método CPR). Mal o concursando aprendeu um assunto e quer logo buscar outra fonte, outro doutrinador, sem ter consolidado o conhecimento inicialmente adquirido. Isso pode militar contra o teu desempenho em provas e concursos.

Para passar não basta saber. Quantas vezes você se deparou com a seguinte situação: “eu já li isso em algum lugar, mas não lembro direito…”. É por que não repetiu o suficiente para que o conhecimento fique “na flor da pele”, como tem que estar na hora da prova!

Então, a dica é: faça mais do mesmo! Releia o que já leu (desculpem a tautologia). Sabe aquelas marcações com lumicolor/marca-texto? É para ler somente elas. Se não for assim, pra que você destacou? Foi somente perda de tempo e para o livro/apostila/caderno ficar colorido? Seria melhor não marcar nada se vai ler o conteúdo inteiro! Releia somente o que sublinhou/destacou! E leia novamente! E repita a operação ao final.

Para aqueles que estão com a prova marcada (pessoal da DPU) – não é hora de inventar! Nada de pegar livro novo e tentar começar a ler agora! Não incorram nesse erro (“risco”). Por mais tempo de estudos que você tenha, agora não! Abre-se somente uma exceção: as disciplinas ainda não vistas (e na DPU provavelmente tem alguma(s)).

E façam isso com todos os campos do estudo: legislação, jurisprudência e doutrina (eu repetia inclusive as assertivas corretas do CESPE – eu tinha um arquivo no word intitulado “alternativas corretas CESPE” – e relia sempre que possível, pois as questões se repetem de maneira assustadora!)

É por isso que falo: faça mais do mesmo! Refaça o que vem fazendo até agora. Acredite nas tuas anotações de aula, resumos, marcações…são elas que irão te levar para o cargo desejado!

 

Grande abraço, vamos em frente e contem comigo para o que precisar.

 

Dominoni

E aí, pessoal! O papo de hoje tem esse título aí mas também poderíamos chamar de NUNCA NOS ACHAMOS PREPARADOS PARA FAZER UMA PROVA, ou então… MANTENHA-SE INSCRITO. Bem…vamos ao que interessa.

Estava conversando dia desses com uma colega, a Maitê, e ela disse: “se eu estivesse estudando há mais tempo eu faria o concurso da DPU”. Daí que lembrei de um caso ocorrido em 2000.

Eu era Auxiliar Judiciário no TJRJ, tinha acabado de me formar, e estava estudando para concursos de Analista. Foi publicado o edital do MPRJ e a Promotora do Juízo me perguntou se eu faria o concurso do MP. Eu disse que não, pois não me sentia preparado à altura de ser aprovado naquele concurso. Daí ela me disse o seguinte:

– Marquinho, mantenha-se inscrito! Quando nos inscrevemos em um concurso, estudamos mais, com a “ameaça” da prova iminente. Em relação a se achar apto ao cargo, eu passei para Promotora de Justiça em MG e no MPRJ, e na Magistratura do RJ, achando que ainda não estava tão bem preparada para passar. Deixe que os examinadores digam se você está apto ou não. Se o examinador disser que você não está pronto, você volta no próximo concurso. Se eles disserem que você está preparado, excelente! A sua opinião é totalmente desimportante nesse processo. Vai prevalecer a opinião deles. Então, deixem que eles avaliem isso! Aliás, eles estão lá exatamente pra isso!

Depois desse dia eu sempre estava inscrito em algum concurso. Sempre! É claro que não podemos estudar para todos os concursos (mas isso vai ser objeto de outra postagem). Mas podemos, sim, fazer qualquer concurso.

E vou confessar uma coisa pra vocês: eu passei para Procurador Federal e Defensor Público Federal: aquele cargo eu escolhi (eu queria muito passar na AGU). O cargo de defensor me escolheu (eu nunca pensei em ser defensor). Só passei pois estava sempre inscrito em algum concurso. Se o certame para procurador houvesse saído antes, eu sequer teria feito minha inscrição para a DPU. E passei nesses dois cargos achando que ainda não era minha hora. Quando saiu o resultado da objetiva eu pensei: “das discursivas não passo”! Quando da preparação para as provas orais eu brincava com os colegas: “os examinadores vão descobrir que eu sou uma farsa”. rsrs. Enfim, sempre nos achamos muito longe do ponto da aprovação. Mas nossa opinião é absolutamente desimportante.

Moral da história: estudem e mantenham-se inscritos! E… Maitê: @estudagordinha! E inscreva-se!

Grande abraço, vamos em frente e contem comigo para o que precisar.

 

Dominoni