CRITÉRIOS DE APROVAÇÃO NA DPU. UMA ERRADA ELIMINA UMA CERTA. DEVO CHUTAR? DÚVIDA CRUEL PARTE 1

E aí, pessoal! Como estão os estudos?

A primeira parte do bate papo de hoje é sobre os critérios de aprovação no concurso da DPU. Hoje vou falar sobre a prova objetiva. Em outra postagem trato de aspectos da prova discursiva que podem ter passado despercebido de vocÊs;

Uma dúvida de muitos leitores e de quase todos os concursandos: nas provas do CESPE/CEBRASPE em que uma assertiva errada elimina uma certa eu devo tentar o chute? Ou devo deixar em branco e não ser penalizado?

Mas antes disso, tratemos dos critérios de avaliação.

Nós teremos 50 assertivas de cada um dos 4 grupos no VI concurso, totalizando 200 assertivas, e um total de 100 pontos. Cada questão certa vale + 0,50, e cada errada vale – 0,50, sendo que se deixar em branco não pontua, nem positiva, nem negativamente.

Para ser considerado aprovado o candidato terá ue obter, em cada um dos 4 grupos, ao menos 7,5 pontos. Isso significa que dentro das 50 questões do grupo, você terá de ter 15 questões líquidas. Explico: pegue suas assertivas corretas e subtraia das assertivas erradas e o resultado tem que ser, no mínimo, 15 questões. 15 x 0,50= 7,50! Isso em cada um dos 4 grupos, de modo que a nota mínima para a aprovação no VI concurso será de 30 pontos líquidos, dentro de 100 pontos possíveis. Falando em questões, 14 questões por grupo e 60 questões no total! Entenderam? Eu sei que quando se fala em matemática com o pessoal do direito a galera fica tensa, mas esses serão os critérios de aprovação.

Penso que a nota de corte do VI concurso vai girar no mesmo patamar dos concursos anteriores: entre 43 e 48 pontos líquidos (de 100 possíveis), o que dá em torno de 86 a 96 questões líquidas (questões certas menos questões erradas). Trata-se de puro exercício de futurologia, gente, pois foi assim nos últimos concursos. O critério de 7,50 pontos por grupo é duríssimo, e elimina muita gente boa que não fez o dever de casa para passar em concursos: tem de ser um bom generalista! Não adianta ser expert em penal e processo penal, e não saber nada de humanísticas pois não vai chegar nos 7,5 no grupo IV. Então, dividam bem o estudo de vocês, colmatem as lacunas eventualmente existentes (ainda dá tempo, gente, acredite!!!), parta para o sacrifício pois vai passar quem estudar bem aquelas disciplinas que não gosta (estudar o que gosta é mole). Beleza?!

Em relação ao CHUTE nos certames em que uma assertiva errada elimina uma certa, já ouvi de tudo um pouco nesse tema. Hoje eu trago para vocês a minha experiência em concursos e vou trazer na próxima semana a opinião do André Albuquerque que é diametralmente oposta à minha, ok?

No meu concurso da DPU (o IV concurso) eu marquei todas as assertivas. Todas! E assim o fiz porque eu treinava muito. Fiz todas as provas possíveis e imagináveis do CESPE como testes. Nos fins de semana eu tirava 4 horas no sábado e 4 horas no domingo para resolver uma prova inteira de concursos anteriores organizados pelo CESPE. Ao final eu conferia e ia pro site do CESPE para ver a nota de corte daquele certame. Invariavelmente meu desempenho girava em torno de 75% a 85%, com pequenas variações (provas mais fáceis chegava a 90%, e provas mais difíceis cheguei a fazer 66%). Em todas as provas em que simulei nos aproximadamente 6 meses que antecederam ao meu certame eu teria tido a minha prova discursiva – fiz mais do que a nota de corte. Então eu tinha a convicção que, em tendo 75% de acertos, eliminando 25% de erros, eu teria o desempenho líquido de 50% (se vocês forem no edital do resultado do meu certame irão ver que obtive 48 pontos líquidos) – o que seria suficiente para ter minhas discursivas corrigidas. E foi o que efetivamente aconteceu!

É claro que na minha prova não houve aquelas questões das quais nunca tivesse ouvido falar. Assim, penso que se você não souber nada do assunto, você deve mesmo deixar a assertiva em branco (exemplifico, se o examinador fizer a seguinte assertiva, para você julgar se está certa ou errada: “o efeito prodrômico da sentença penal é o limite criado pela decisão condenatória quando não mais há possibilidade de recurso por parte da acusação”. Essa é daquelas questões que ou você conhece a nomenclatura e acerta, ou você não conhece e chute cegamente). Nesse caso – e somente nesse caso – a minha orientação seria para deixar em branco. No mais, se tem aquela “dúvida razoável” (tipo, eu não tenho certeza, mas acho que é isso! CHUTA COM FÉ!)

Nos concursos da AGU, normalmente, 2 erradas eliminam uma certa. Nesse caso não é para deixar nenhuma em branco mesmo – nem o chute às cegas deve ser evitado pois a probabilidade joga a nosso favor. Em 2009, no concurso da PGF, eu deixei aproximadamente 25 questões em branco, e fiquei por pouco mais de 4 pontos da nota de corte. Se eu tivesse chutado todas como CERTA, teria errado a metade e acertado a metade. Faria 12,5 pontos e perderia 6,25 = líquido de  6,25! E teria minha discursiva corrigida! Então, quando o critério for 2 por uma, chuta!

Na semana que vem trago a opinião criteriosa do André Albuquerque para ajudar na decisão de vocÊs.

 

Grande abraço, vamos em frente e contem comigo!

Dominoni