Fala pessoal. Como estão os estudos? Com um pequeno atraso, vamos à mensagem dessa semana.

Durante nossa preparação para concursos muitas pessoas ficam estabelecendo algumas limitações: é quase impossível trabalhar 8 horas por dia e estudar em alto nível para concursos! Temos de estudar ao menos “x” horas por dia para passar (e esse “x” varia de 12 a 6 horas por dia), temos de ler vários livros de cada disciplina…enfim…é hora de quebrarmos esses pensamentos limitantes! Isso não existe, pessoal!

A grande maioria das pessoas que passam em concursos de alto nível já estão, sim, trabalhando (normalmente num cargo intermediário) e não estudam 12 horas por dia por muito tempo.

Eu mesmo trabalhava 8 horas por dia e estudava, no mínimo, 3 horas (sim, no mínimo porque a programação eram 3 horas pelas manhãs, e estudar o que desse à noite, após o jantar). E à noite eu sou uma máquina! Trabalho/estudo com facilidade, e fazia isso até dar a primeira “pescada”. Nesse momento era hora de dormir.

É claro que quando estamos na prova oral o ceú é o limite (até porque você tenta dormir mais um pouco, mas a adrenalina não permite). Lembro que colocava o relógio para despertar após 7 horas de sono, mas com pouco mais de 5 horas de descanso já acordava sozinho…é um período muito tenso… mas não mata ninguém…rsrsrs

O grande problema que vejo em algumas pessoas é o seguinte: fazem um planejamento para estudar 4 horas por dia e se acontece algum imprevisto não estudam nada – “ah, só vou ter uma hora para estudar…então, acabou…meu plano do dia está prejudicado e não vou cumprir minhas metas…já era…dia perdido…

Pessoal, principalmente aqueles que têm família para cuidar (as mães à frente!) não podem ter esse comportamento! É claro que temos de cumprir as nossas metas (arrancá-las, lembram? Se não lembra, leia aqui), mas o nosso foco não pode ser no número de horas de estudos por dia, e sim no percentual dedicado aos estudos das horas disponíveis. A meta é ficar próximos aos 100% do tempo disponível. Se o tempo disponível foi das 3 ou 4 horas regulamentares, excelente! Mas se você só teve 2 horas ou 1 hora para estudar, estude!!!! Mesmo que só tenha te sobrado 30 minutinhos, pegue um informativo e leia o que der! O que não pode é ficar um dia sequer sem estudar! E animalizar nos fins de semana pois são fundamentais na nossa preparação. Parte das férias também devem ser dedicadas aos estudos.

Sim, é hora de partir para o sacrifício. Se fosse fácil todo mundo fazia! É difícil, mas compensa no final…todo esforço será muito bem recompensado!!!

Vamos em frente e contem comigo!

Dominoni

Fala pessoal! Tudo bom? Vamos retomar nossas publicações semanais por aqui. As últimas semanas não foram nada boas e não consegui manter a regularidade no site. Mas vamos reiniciar…aliás, reiniciar é um mantra em quase tudo nessa vida…

Bem, o papo de hoje tira algumas dúvidas recorrentes, e vou responder de modo bastante objetivo, na ordem do título da postagem.

Devo fazer resumos?

Por muito tempo na minha preparação eu resumia tudo o que lia. Efetivamente tudo. Resumia livro, informativos, aulas…enfim, tudo! Tenho vários cadernos com resumos de inúmeros capítulos de livros.

“Mas eu só consigo reter a informação se eu escrever!” Sei que muitos de vocês devem estar afirmando isso.O que posso dizer, por experiência própria, é que isso não existe! Nenhum conteúdo resiste a 10 leituras! Leia e releia 10 vezes se necessário for que eu tenho certeza absoluta que você vai reter a informação. Tente compreender. Se não conseguir, decore! O importante é acertar no dia da prova!

Então, respondendo objetivamente à pergunta: devo fazer resumos? Não! O investimento do tempo é muito grande e mesmo fazendo os resumos você deverá reler o que resumiu. E isso leva muito tempo. Assim, indico que você deve sublinhar/destacar o que é mais importante na própria fonte de leitura (seja livro, caderno de aula ou vade).

Ademais, o que todos pensam que devem fazer é resumir conteúdos enormes, quando, em verdade, o movimento é o contrário: comece por conteúdos pequenos, consolide o conhecimento, e vá ampliando, paulatinamente, o conteúdo. Em outras palavras: comecem pelas sinopses/livros de resumos. Depois, somente em algumas disciplinas, passe às leituras mais densas, ok? E, assim mesmo, isso só vai ser necessários em algumas disciplinas, e não em todas. E você vai ter conhecimento do todo. Compreenderam?

O que é efetivamente importante e o que vale a pena, sublinhar ou destacar com marca-texto?

Outra dúvida recorrente: como identificar no texto o que é importante e deve ser sublinhado ou destacado para uma releitura/revisão posterior?

Gente, isso é fundamental! Muitos coachees me dizem que não conseguem identificar o que deve ser destacado e, por isso, destacam tudo ou muita coisa. Vamos a algumas regras:

1. se tudo é importante, nada é importante!

2. na dúvida, não sublinhe!

3. marca-texto são ótimos, mas devem significar necessidade de releitura/revisão, e não para deixar o livro bonitinho.

4. leia o tópico até o fim. Às vezes paramos de ler no terceiro parágrafo e voltamos ao início da leitura. E assim fazemos várias vezes. Leia o tópico até o fim. Quantas e quantas vezes o entendimento está no penúltimo parágrafo… vá até o final. Não entendeu, volte ao início.

Para vocês terem uma ideia, hoje eu utilizo somente a lapiseira. Sublinho o que acho importante. Numa segunda leitura, onde só leio o que está sublinhado, eu apago várias linhas que tinha destacado inicialmente pois, nessa segunda leitura, eu vejo que não eram tão importantes, e que não mereciam a releitura! Se fizesse com marca-texto não dava para apagar. Deixo o marca-texto para algumas expressões inusitadas, ou palavras-chave que vão me fazer lembrar de algum dado fundamental.

Como fazer revisões?

Eu já li diversas técnicas de revisar conteúdo. A única que consegui por em prática com eficiência foi a de revisões-relâmpago diárias e revisões mais profundas trimestrais.

Todos os dias, nos primeiros 15 minutos (ou 30 minutos, a depender do tempo que você tenha de estudos diários – mais de 4 horas diárias = 30 minutos de revisão), releia alguns pontos do que você estudou daquela disciplina no dia anterior. Por exemplo, se você estuda administrativo às terças e quintas, toda terça você vai reler, por 15 ou 30 minutos, o que você destacou na quinta anterior. Toda quinta você vai reler, por 15 ou 30 minutos, o que você destacou na terça anterior. Entendeu? Várias pessoas dizem que não conseguem reler tudo nesses 15 ou 30 minutos – e não é mesmo para reler tudo. É para reler o que der para ler em 15 ou 30 minutos, beleza? O que não der para ler nesse tipo de revisão fica para a revisão trimestral!

As diversas modalidades de leitura

Seguramente vocês já devem ter ouvido falar em leitura dinâmica e as várias técnicas existentes. Eu admiro muito e tenho uma inveja danada da galera que consegue ler assim. Mas eu não consigo. E leio muuuuito lentamente. Tenho uma raiva enorme quando estou lendo a mesma reportagem com minha esposa, que fica pedindo para eu subir a tela do computador pois ela já terminou a leitura… Então, se você acha que é lento para ler, fique tranquilo pois se eu passei lendo devagar, você também vai passar. Eu leio 10 páginas de livro por hora, em média!

Bem, precisamos compreender que a leitura é um processo, e que podemos utilizar alguns artifícios para torná-la mais rápida e efetiva. Assim, busque tentar não ler cada palavra da frase. Tente não ler palavra por palavra.

Outra dica: preste atenção ao que você está estudando, ao conteúdo. Tem gente que é tão tarado que sai lendo desenfreadamente, igual a um doido. Lembro de um colega no cursinho (eu estudava na sala de estudos do curso) e num intervalo, tomando um café no corredor, perguntei qual era o capítulo que ele estava lendo…e ele: “caramba!!!! Não lembro!” Tá fazendo igual a um robô! Fique atento!

Antes de iniciar a leitura, reflita um pouco sobre o que você sabe daquele tema – tente lembrar de algum julgado ou aula que tenha assistido, de modo a fazer brotar na mente as informações sobre aquilo. Você vai tentar prever o conteúdo do texto. Quando você for fazer provas, especialmente as provas discursivas, onde o tempo comporta uma reflexão um pouco maior antes de começarmos a efetivamente dar as respostas – você vai fazer esse processo quase que automaticamente.

Leitura Scanning

Através dessa técnica você vai ler sem verbalizar cada palavra do texto para você. Tente seguir com os olhos mesmo antes de o seu cérebro registrar a palavra para você. Na verdade o registro já foi feito e, no final, você vai ter a compreensão – mesmo porque você já leu aquele texto anteriormente. Essa técnica deve ser utilizada para as revisões diárias.

Leitura Skimming

Esse processo de leitura deve ser realizado na revisão trimestral. Você deve identificar rapidamente o conteúdo principal do texto, ou o sentido geral dele, de modo a poder reavivar na memória o que leu nos últimos 3 meses de estudos. Como temos muitas informações para ler, não dá para manter a velocidade “de cruzeiro” que utilizamos no nosso dia-a-dia. Tem que acelerar!!!

Uma estratégia que funcionava bem comigo era a seguinte: eu lia o título do capítulo e parava 2 minutinhos para tentar ver se lembrava de algum conteúdo daquilo (como indicado acima); começava a ler o que havia destacado do capítulo. Se as ideias começassem a surgir, eu acelerava mais e mais a leitura, de modo a cobrir, com a máxima rapidez, todo o conteúdo necessário.

À medida que o tempo passa e você vai repetindo esse processo sistematicamente, a leitura se torna cada vez mais rápida.

Vamos em frente e contem comigo!

 

E aí, pessoal! Como estão os estudos?

A primeira parte do bate papo de hoje é sobre os critérios de aprovação no concurso da DPU. Hoje vou falar sobre a prova objetiva. Em outra postagem trato de aspectos da prova discursiva que podem ter passado despercebido de vocÊs;

Uma dúvida de muitos leitores e de quase todos os concursandos: nas provas do CESPE/CEBRASPE em que uma assertiva errada elimina uma certa eu devo tentar o chute? Ou devo deixar em branco e não ser penalizado?

Mas antes disso, tratemos dos critérios de avaliação.

Nós teremos 50 assertivas de cada um dos 4 grupos no VI concurso, totalizando 200 assertivas, e um total de 100 pontos. Cada questão certa vale + 0,50, e cada errada vale – 0,50, sendo que se deixar em branco não pontua, nem positiva, nem negativamente.

Para ser considerado aprovado o candidato terá ue obter, em cada um dos 4 grupos, ao menos 7,5 pontos. Isso significa que dentro das 50 questões do grupo, você terá de ter 15 questões líquidas. Explico: pegue suas assertivas corretas e subtraia das assertivas erradas e o resultado tem que ser, no mínimo, 15 questões. 15 x 0,50= 7,50! Isso em cada um dos 4 grupos, de modo que a nota mínima para a aprovação no VI concurso será de 30 pontos líquidos, dentro de 100 pontos possíveis. Falando em questões, 14 questões por grupo e 60 questões no total! Entenderam? Eu sei que quando se fala em matemática com o pessoal do direito a galera fica tensa, mas esses serão os critérios de aprovação.

Penso que a nota de corte do VI concurso vai girar no mesmo patamar dos concursos anteriores: entre 43 e 48 pontos líquidos (de 100 possíveis), o que dá em torno de 86 a 96 questões líquidas (questões certas menos questões erradas). Trata-se de puro exercício de futurologia, gente, pois foi assim nos últimos concursos. O critério de 7,50 pontos por grupo é duríssimo, e elimina muita gente boa que não fez o dever de casa para passar em concursos: tem de ser um bom generalista! Não adianta ser expert em penal e processo penal, e não saber nada de humanísticas pois não vai chegar nos 7,5 no grupo IV. Então, dividam bem o estudo de vocês, colmatem as lacunas eventualmente existentes (ainda dá tempo, gente, acredite!!!), parta para o sacrifício pois vai passar quem estudar bem aquelas disciplinas que não gosta (estudar o que gosta é mole). Beleza?!

Em relação ao CHUTE nos certames em que uma assertiva errada elimina uma certa, já ouvi de tudo um pouco nesse tema. Hoje eu trago para vocês a minha experiência em concursos e vou trazer na próxima semana a opinião do André Albuquerque que é diametralmente oposta à minha, ok?

No meu concurso da DPU (o IV concurso) eu marquei todas as assertivas. Todas! E assim o fiz porque eu treinava muito. Fiz todas as provas possíveis e imagináveis do CESPE como testes. Nos fins de semana eu tirava 4 horas no sábado e 4 horas no domingo para resolver uma prova inteira de concursos anteriores organizados pelo CESPE. Ao final eu conferia e ia pro site do CESPE para ver a nota de corte daquele certame. Invariavelmente meu desempenho girava em torno de 75% a 85%, com pequenas variações (provas mais fáceis chegava a 90%, e provas mais difíceis cheguei a fazer 66%). Em todas as provas em que simulei nos aproximadamente 6 meses que antecederam ao meu certame eu teria tido a minha prova discursiva – fiz mais do que a nota de corte. Então eu tinha a convicção que, em tendo 75% de acertos, eliminando 25% de erros, eu teria o desempenho líquido de 50% (se vocês forem no edital do resultado do meu certame irão ver que obtive 48 pontos líquidos) – o que seria suficiente para ter minhas discursivas corrigidas. E foi o que efetivamente aconteceu!

É claro que na minha prova não houve aquelas questões das quais nunca tivesse ouvido falar. Assim, penso que se você não souber nada do assunto, você deve mesmo deixar a assertiva em branco (exemplifico, se o examinador fizer a seguinte assertiva, para você julgar se está certa ou errada: “o efeito prodrômico da sentença penal é o limite criado pela decisão condenatória quando não mais há possibilidade de recurso por parte da acusação”. Essa é daquelas questões que ou você conhece a nomenclatura e acerta, ou você não conhece e chute cegamente). Nesse caso – e somente nesse caso – a minha orientação seria para deixar em branco. No mais, se tem aquela “dúvida razoável” (tipo, eu não tenho certeza, mas acho que é isso! CHUTA COM FÉ!)

Nos concursos da AGU, normalmente, 2 erradas eliminam uma certa. Nesse caso não é para deixar nenhuma em branco mesmo – nem o chute às cegas deve ser evitado pois a probabilidade joga a nosso favor. Em 2009, no concurso da PGF, eu deixei aproximadamente 25 questões em branco, e fiquei por pouco mais de 4 pontos da nota de corte. Se eu tivesse chutado todas como CERTA, teria errado a metade e acertado a metade. Faria 12,5 pontos e perderia 6,25 = líquido de  6,25! E teria minha discursiva corrigida! Então, quando o critério for 2 por uma, chuta!

Na semana que vem trago a opinião criteriosa do André Albuquerque para ajudar na decisão de vocÊs.

 

Grande abraço, vamos em frente e contem comigo!

Dominoni

E aí, pessoal! Como estão os estudos? Vamos lá, gente…a persistência é a virtude dos vencedores…

O papo de hoje vai tirar uma dúvida recorrente e vai trazer uma técnica bem legal de produtividade nos estudos de vocês.

Muita gente tem dúvida a respeito de quanto tempo deve estudar direto, sem intervalos. Várias pessoas utilizam a técnica do 50’ x 10’, ou seja, estudam 50 minutos e descansam 10. Genteeeeee essa técnica eu utilizava quando estudava no ensino fundamental… o tempo passou… e as necessidades aumentaram exponencialmente!!!

Bem, eu peço para você fazer a seguinte reflexão: no dia da tua prova você terá a necessidade de ficar de 4 a 5 horas sentado direto! Direto, Dominoni? Sim! Direto! Na maioria das vezes aquela levantadinha básica para ir ao banheiro rapidinho pode significar o tempo que te sobrará para assinalar o cartão de respostas com a calma necessária para não errar nenhuma questão na hora da transcrição – já errou alguma questão na hora de passar para o cartão-respostas, em razão da pressa? Então… e uma questão pode fazer a diferença entre a aprovação e a reprovação, ou entre uma lotação mais próxima de casa…enfim! Não dá para pensar em levantar para ir ao banheiro durante a prova!

Eu sugiro a vocês o seguinte: aumentem aos poucos! Marquem no relógio…comecem por 1 hora, aumente para 2 horas, depois 2:30…até chegar nas 5 horas extremas – direto! Você vai precisar disso no dia “D”. Vai doer um pouco no início do processo, mas compensará depois…acreditem em mim.

Eu gosto de verdade de estudar técnicas de produtividade para a vida, e as aplico no dia-a-dia, e procuro adaptar para a preparação para concursos. E uma técnica bem legal que eu utilizo no meu dia-a-dia é a Técnica de Pomodoro: trata-se da criação de períodos de estudos em que você gerencia seu tempo, estudando em blocos de “x” minutos! Acaso você queira saber mais sobre a técnica, busque no google que você vai ter muitas informações.

O que eu quero trazer para vocês é uma extensão do google chamada Strict Workflow (link ao final da postagem). Com essa extensão você vai criar blocos de estudos em que você não conseguirá acessar determinados sites. Hoje em dia o maior ladrão de tempo é o computador e as redes sociais de uma maneira geral. Principalmente para quem estuda utilizando o computador e o celular…sempre dá aquele vontadezinha de dar uma olhada no face ou no insta…com o Strict Workflow você consegue bloquear os principais ladrões de tempo dos estudos. Digitou o endereço do site bloqueado, aparece um tomate (Pomodoro) na tela e a informação:

Page blocked until a break timer starts.

Back to work!

Ou seja, ela te lembra que não é o momento de fazer outra coisa a não ser estudar. É claro que se você quiser pode ir para outro navegador que não o google, mas o objetivo é facilitar o processo de concentração e foco nos estudos.

Essa era a dica que eu queria dar para vocês hoje!

Grande abraço, vamos em frente e contem comigo para o que precisar.

 

Dominoni

Baixe aqui a extensão Strict Workflow – https://chrome.google.com/webstore/detail/strict-workflow/cgmnfnmlficgeijcalkgnnkigkefkbhd